A HISTÓRIA DO CAFÉ

Café da FazendaO cafezeiro – antiga denominação para o que chamamos hoje de cafeeiro – é uma planta natural das estepes da Etiópia. Seu fruto, tal como o guaraná para os índios do Brasil, era aproveitado por estes povos africanos a muitos séculos na confecção de bebidas. Da África seu uso passou aos persas, destes aos árabes que o divulgaram a partir do século XV como um grande estimulante. Assim suas sementes se espalharam por todo o mundo islâmico. Com o comércio com os árabes, o café chega a Constantinopla e logo em seguida a Europa, assim, resumidamente, o café ganhou o gosto de milhares de pessoas do Oriente a Europa.

O consumo do café popularizou-se muito na Europa durante o século XVII, onde toda a produção vinha da Arábia em pequenas escalas. Sendo então a cultura do café muito lucrativa, ela se estendeu por todos os cantos do globo, onde pudesse aclimatar-se, mas a procura do café era muito maior do que a produção, gerando falta do produto no mercado.

Na América do Sul a planta chegou pelas mãos dos franceses quando tentavam colonizar o Novo Mundo. Na tentativa de fincar raízes neste continente é que foram trazidas as primeiras mudas de café para o Brasil – por brasileiros em contato com os franceses – em 1727, plantando-as em Belém do Pará. Quase que de mãos em mãos as sementes do café foram “descendo” a costa do litoral brasileiro, sendo experimentado em diversas províncias (depois Estados) brasileiras até chegar na década de 1770 ao Rio de Janeiro, sendo nesta cidade onde a planta encontrou incrível adaptação.

Mas os agricultores brasileiros, ocupados em cultivar a cana-de-açúcar, ainda o produto agrícola de maior renda na economia do Brasil, estavam pouco ou nada interessados em plantar uma nova cultura. Assim sendo, no início de sua introdução o café obteve pouco apelo entre os brasileiros, pois a maioria dos senhores de engenho estavam ocupados em produzir uma cultura comercial, a cana-de-açúcar. Mas não é difícil de compreender porque a cultura do café substituiu a cultura da cana-de-açúcar nas grandes propriedades no Brasil. Em primeiro lugar, a demanda mundial de café era muito maior do que a do açúcar e só aumentava. Segundo, o café exigia menos mão-de-obra, pois a cana tinha que ser replantada (lembrando-se que não existia qualquer maquinário agrícola senão a enxada, a foice e a pá nas lavouras do Brasil exceto raras exceções ), e o café poderia durar entre 30 a 40 anos em produção.

Mesmo com a crise da indústria açucareira, a lavoura do café encontrou resistência a sua implantação na economia brasileira até a década de 1820, substituindo a partir daí a hegemonia da atividade econômica da cana na economia nacional. Depois de 1820 o café vai ocupando o lugar da cana-de-açúcar e de outras formas de cultivos no Rio de Janeiro e em São Paulo, servindo-se da base da estrutura agrícola deixada por estas e outras culturas. Neste sentido, a cultura do café de 1820 a 1870, atinge o auge de sua produção na região conhecida como Vale do Paraíba, contemplando as Províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo (com destaque as cidades de Valença, Pindamonhangaba, Itú, Vassouras, etc.).

TIPOS DE CAFÉS

Café da Fazenda

Existem inúmeras espécies de café cultivadas no mundo, mas no Brasil conhecemos apenas duas: o Café Arábica (Coffea Arábica) e Café Robusto (Conillon). Cada espécie, por sua vez, tem um grande número de variedades e linhagens.

  • ARÁBICA - Produz cafés de melhor qualidade, mais finos e requintados. Tem grãos de cor esverdeada, é cultivado em regiões com altitude acima de 800m e é originário do Oriente, resultado de seu nome
  • ROBUSTA - Originário da África, tem um trato mais rude e pode ser cultivado ao nível do mar (altitudes mais baixas). Não possui sabores variados e refinados como o arábica, dizendo-se que tem um ´sabor típico e único´. Sua acidez é mais baixa e é utilizado intensamente nos cafés solúveis. Seu teor de cafeína é maior do que nos arábicas

Apresentação dos Cafés no Mercado:

  • EM PÓ - Torrado e moído, dependendo do grau de moagem, esse tipo pode ser utilizado para preparar o café de coador ou o espresso
  • GRÃOS TORRADOS - São apenas torrados, mas não moídos. Mais comum para café espresso, esse tipo de produto também está na preferência de consumidores de café coado que não dispensam pó sempre fresco
  • SOLÚVEL - Os grãos são torrados e moídos, depois seus sólidos solúveis são extraídos e solubilizados, resultando o produto na forma de grânulos ou pó
  • AROMATIZADO - Café com adição de aroma
  • GOURMET - Trata-se de uma indicação comercial de que o produto é o melhor dentro de uma determinada marca ou categoria
  • ORGÂNICO - Produzido em lavouras sem o uso de agrotóxicos fertilizantes químicos
  • DESCAFEINADO - A cafeína é extraida dos grãos verdes de café, antes de eles serem torrados. Para ser chamado de descafeinado, um café tem que ter mais de 97% de sua cafeína retirada

PREPARO

  • PERCOLADO - A água passa pelo café torrado e moído, extraindo-lhe parte das substâncias que irão compor a bebida. A preparação do café percolado pode ser a frio ou a quente sem pressão e com filtro
  • EXPRESSO - O café é percolado a quente, mas sob pressão em máquina apropriada. A máquina pode ser comercial ou doméstica
  • INSTANTÂNEO - Também chamado café solúvel, os grânulos de café preparado industrialmente são simplesmente dissolvidos diretamente em água fervente.

PUREZA & QUALIDADE

Café: não basta ser puro, tem que ter qualidade. Esse é o lema da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, entidade criada em 1973 e que desenvolve um trabalho que integra indústrias, varejo, pontos de consumo. São diversos os programas criados e implementados pela ABIC e focados na pureza, na qualidade e, mais recentemente, na sustentabilidade do café.

  • Estrutura: O PQC monitora as marcas certificadas, coletando amostras no mercado e analisando-as em laboratórios permanentemente. Para adquirir a certificação à empresa segue um conjunto de especificações e procedimentos para garantir a qualidade e rastreabilidade do produto. O programa, gerenciado pelo Instituto Totum (organismo certificador credenciado e especializado na gestão da qualidade), é de adesão voluntária, cabendo à torrefadora indicar qual a categoria pretendida para sua marca. O que determina a categoria é a nota final, numa escala de 0 a 10, obtida pelo produto: para Cafés Tradicionais, nota igual ou superior a 4,5; Cafés Superiores, nota igual ou superior a 6,0 pontos e até 7,2; e Cafés Gourmets nota igual ou superior e 7,3 até 10.

SELOS

SELO DE PUREZA ABIC

SELO ABIC